Celulares podem ficar mais caros por causa da IA: o que comprar antes?

A inteligência artificial já está mudando aplicativos, buscas na internet, editores de imagem, assistentes virtuais e até a forma como usamos o celular no dia a dia. Mas existe um efeito menos visível dessa corrida pela IA: ela também pode pesar no preço de celulares, notebooks, computadores e componentes como memória RAM e SSD.

O motivo é simples: sistemas de inteligência artificial precisam de muitos data centers, servidores potentes e chips de memória em grande quantidade. Com isso, parte da produção global de memória passa a ser direcionada para o mercado de IA, especialmente para servidores e aplicações corporativas. Segundo a Gartner, os custos de DRAM e SSD devem subir fortemente em 2026, com impacto direto nos preços médios de PCs e smartphones.

Na prática, isso significa que alguns aparelhos podem chegar mais caros ao consumidor, enquanto outros podem manter o preço, mas com menos memória, menos armazenamento ou especificações mais simples. Por isso, quem já estava pensando em trocar de celular, comprar um notebook novo ou melhorar o computador, talvez deva olhar com mais atenção para as configurações antes de decidir.

O que isso muda para quem vai comprar celular?

Nos celulares, a memória RAM e o armazenamento interno são partes importantes da experiência. Um aparelho com pouca RAM pode travar mais rápido com muitos aplicativos abertos. Já um celular com pouco armazenamento pode ficar cheio em pouco tempo, especialmente para quem grava vídeos, baixa apps, usa WhatsApp com muitas mídias ou joga.

Com a pressão nos preços de memória, existe a chance de algumas marcas reduzirem configurações em modelos mais baratos ou aumentarem o preço dos aparelhos com mais memória. A Gartner estima que smartphones podem ficar, em média, 13% mais caros em 2026 em comparação com 2025, como efeito da alta em DRAM e SSD.

Isso não significa que todo celular vai subir de preço imediatamente. Promoções continuam existindo, lojas fazem campanhas e modelos antigos podem aparecer com bons descontos. Mas a tendência mostra que vale prestar mais atenção ao custo-benefício real.

Antes de comprar um celular, observe principalmente:

Memória RAM

Para uso básico, 4 GB de RAM ainda podem funcionar, mas já ficam mais limitados. Para quem quer um aparelho mais durável, modelos com 6 GB ou 8 GB de RAM tendem a ser escolhas melhores.

Se você usa muitos aplicativos, redes sociais, banco, câmera, mapas e jogos leves, priorizar mais RAM pode evitar dor de cabeça depois.

Armazenamento interno

Hoje, 64 GB pode ser pouco para muita gente. O ideal é buscar pelo menos 128 GB, especialmente se o celular não tiver entrada para cartão de memória.

Quem grava muitos vídeos, usa bastante WhatsApp ou instala jogos deve considerar 256 GB, se o preço fizer sentido.

Processador

Nem sempre o celular com mais câmera é o melhor. Um bom processador ajuda na velocidade, na bateria, nos jogos, na câmera e até em recursos de IA que rodam no próprio aparelho.

Bateria

Uma bateria de 5.000 mAh costuma ser uma boa referência para quem quer passar o dia longe da tomada, mas o consumo também depende do processador e da tela.

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